Check-up cardiológico em Goiânia: quais exames fazer
O check-up cardiológico serve para encontrar fatores de risco antes que eles causem problemas. Mas um bom check-up não é uma lista fixa de exames: ele é montado de acordo com a sua idade, o seu histórico e o seu risco.
Quem deve fazer
- Adultos a partir dos 40 anos, mesmo sem sintomas.
- Pessoas mais jovens com pressão alta, diabetes, colesterol alto, excesso de peso ou tabagismo.
- Quem tem casos de infarto, AVC ou morte súbita precoce na família.
- Quem vai começar uma atividade física intensa ou competitiva.
A base: a consulta
O check-up começa pela consulta, e é ela que define o que vem depois. Na conversa, revisamos sintomas, hábitos, remédios em uso e o histórico da família. No exame físico, medimos a pressão, o peso e a circunferência abdominal e examinamos o coração, os pulmões e os pulsos.
Com essas informações e os exames de sangue, calculamos o seu risco cardiovascular. Hoje usamos o escore PREVENT, que estima a chance de um evento cardiovascular nos próximos 10 anos e ajuda a definir as metas de pressão e de colesterol.
Exames de sangue e urina mais pedidos
- Glicemia de jejum e hemoglobina glicada, para avaliar diabetes.
- Perfil lipídico: colesterol total, HDL, LDL e triglicérides.
- Lipoproteína(a), que as recomendações atuais indicam dosar pelo menos uma vez na vida.
- Creatinina, para avaliar a função dos rins.
- Exame de urina e, em alguns casos, a relação albumina/creatinina.
- Outros, como TSH e ácido úrico, quando houver indicação.
Exames do coração
O eletrocardiograma costuma fazer parte da avaliação inicial. Os demais exames dependem do caso:
- Ecocardiograma, para avaliar a estrutura e a força do coração, por exemplo em quem tem pressão alta há anos ou sopro.
- Teste ergométrico, para quem tem sintomas aos esforços ou vai iniciar exercício intenso.
- MAPA ou MRPA, para confirmar ou acompanhar a pressão alta.
- Escore de cálcio coronariano, em pessoas com risco intermediário, quando o resultado pode mudar a decisão sobre o tratamento.
- Holter, para investigar palpitações.
Mais exames não significam um cuidado melhor. Exames sem indicação podem gerar achados sem importância, ansiedade e novas investigações desnecessárias. O objetivo é escolher os exames que respondem às perguntas do seu caso.
Com que frequência repetir
A frequência depende do risco. Muitas pessoas fazem a reavaliação uma vez por ano. Quem tem fatores de risco em tratamento pode precisar de retornos mais próximos, e quem tem risco baixo pode espaçar mais.
Como se preparar
- Leve os exames anteriores, mesmo os antigos, porque a evolução ao longo do tempo diz muito.
- Leve a lista dos remédios e suplementos que você usa.
- Se tiver, leve as medidas de pressão feitas em casa.
Na Clínica CardioCor, no Setor Bueno, em Goiânia, boa parte dos exames pode ser feita na própria clínica quando indicada.
Fontes: Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre prevenção cardiovascular e dislipidemias; equações PREVENT da American Heart Association.